sábado, 17 de março de 2007

Show Cancelado

Amigos, fãs, público em geral, peço desculpas pelo cancelamento do show de ontem (sexta-feira dia 16/03) que, em virtude da fiscalização tardia e desejo de mostrar trabalho na hora errada (infelizmente, neste país é preciso acontecer uma merda pra alguém tomar a providência depois do ocorrido) foi prejudicado, juntamente com a casa que nos acolhe todo final de semana.
Na madrugada de quinta pra sexta, ocorreu um assassinato, dentro de uma das casas noturnas que se instala na mesma rua onde tocaríamos nesta sexta-feira.
Correria, gritaria, confusão. Ta lá um corpo estendido no chão. E aí é aquela coisa: polícia que demora a chegar, gente pisoteada, uma baixaria.
No dia seguinte sai no jornal, aquele bafafá!
Cheguei no Coronel pra montar os equipamentos lá pelas 18h00 (sim, vida de músico não é só sentar, cantar, tocar e ir embora – depois vou escrever um post só falando sobre isso). Rua vazia. Parei meu carro até na frente da balada, coisa que normalmente, numa hora dessas, é impossível.
Mas tudo bem. Descarreguei o carro, pluguei os cabos, arrumei tudo direitinho, afinei o violão, deixei tudo “nos trinques” e esperei o Rick Batera chegar. Só se comentava sobre o assassinato da noite seguinte.
Rick chegou, montou sua batera, Raoni chegou, montou os equipos do baixo e tudo pronto pra entrar. Ainda eram 19h20 e entraríamos às 20h15.
De repente, cerca de umas 10 viaturas da polícia se instalaram no local. Olhamos um para o outro e comentamos: “Um pouco tarde, não é mesmo?”. Dois fiscais da prefeitura entraram, fuçaram, cheiraram, mexeram, andaram pela casa toda, resmungaram, falaram com o gerente e foram embora. Nesta hora, um dos garçons veio até nossa mesa e disse que a casa havia ganhado “parabéns” por ter todos os alvarás e blá, blá, blá, mas a merda (pros coitados dos músicos) ainda estava por vir. O gerente veio e disse que as casas da rua estariam proibidas de ter música ao vivo devido ao tumulto de ontem.
Sabe, acho muito importante a fiscalização. Esta é feita para que você possa se sentir seguro quando sai para se divertir, quando sai do trabalho numa sexta-feira, com a cabeça lotada, salivando pra virar aquela caldereta de chopp bem gelado, pra saber que o que você está comendo NÃO contém mais coliformes fecais do que sal, pra saber que a grana que você paga na hora de acertar a famosa “dolorosa” ajuda a manter o local limpo e perfeito e que você pode voltar lá a hora que quiser, pois sabe que estará seguro.
Muito importante também para os funcionários da casa, os músicos que ali trabalham se sentirem seguros e poderem trabalhar tranquilamente, oferecendo um serviço de qualidade para o público que ali está.
Só que não basta fazer as coisas depois que a merda acontece. Encher a rua de viaturas um dia depois é fácil. Aí fica aquela coisa durante uma semana, depois passa (como tudo aqui no Brasil passa).
A segurança tem que ser uma constante na nossa vida. Do contrário, daqui alguns anos, nem sair de casa pra tomar seu choppinho você vai poder mais. Quanto mais ver músicos ao vivo.
Aí, meu amigo, show só em DVD, dentro da sua casa, com as portas todas trancadas.
Que beleza.
E viva o Brasil!

2 comentários:

Gustavo Marsson disse...

achei seu post meio mãe dina velho ^^
Acho que você quis falar na noite anterior e não na noite seguinte....
ou teve 2 assasinatos?
hahahahhha
Zueira , putz que merda velho qualquer coisa da um toque e vem tocar na grande cidade de SJC
heheheh

Anônimo disse...

Pô, tô gostando de ver a sua assiduidade aqui no site...haha.
Mas vou ler de novo o post pra ver se escrevi merda...hehe.
Meu, se tiver trampo pra gente aí, rola um Leech revival!!!